quarta-feira, 1 de abril de 2009

O pecado, o pecador e a intolerância


Você sabe a diferença entre o pecado e o pecador? Há uma diferença bem clara entre estes dois termos: o pecado é uma atitude que desagrada o coração de Deus e que vai contra toda a sua Lei. “[...] porque o pecado é a transgressão da lei.” (1Jo 3.4b). O pecador é quem pratica o pecado. “Todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática do pecado; pois o que permanece nele é a divina semente; ora, esse não pode viver pecando [...]” (1Jo 3.9). Isso é muito óbvio, você internauta já deve ter pensado isso, mas hoje em dia estes conceitos têm se misturado. E alguns frutos desta falta de compreensão, a indiferença e a acepção, por exemplo, têm causado confusão e gerado em nós cristãos atitudes erradas em relação ao próximo que não compactua da mesma fé ou religião que a nossa.

Hoje em dia há um certo partidarismo entre as igrejas cristãs, dentro e fora delas e ainda entre igrejas de mesma denominação. Esta situação entristece o coração de Deus. Por que temos agido com indiferença em relação às pessoas de outras denominações ou religiões diferentes da nossa?

Deus ama os pecadores, ele abomina o pecado. Quantas vezes nos enchemos do orgulho de sermos “crentes” ou “cristãos” e julgamos as pessoas pela aparência ou pelo o que elas praticam. “Ih, tá vendo aquele irmão ali? Ficou sabendo do que ele fez? Pois é, só Jesus!”. Essa frase já é de praxi. É obvio que não devemos compactuar com o pecado e nem sermos cúmplices dos pecados dos outros, mas não devemos deixar de estender nossas mãos para o necessitado. Se uma pessoa caiu em pecado, ajude-a! Não vire as costas! Se ela não quiser ajuda “são outros quinhentos”, mas se a pessoa em questão estiver com o coração aberto ao arrependimento, não devemos jogar pedras e sim amá-la como Jesus nos amou.

Outro ponto interessante para se refletir é a incompatibilidade de “religião” ou “crença”. Isso é muito comum aos ambientes de trabalho e dentro de nossas casas. Em qualquer lugar que formos certamente não encontraremos pessoas iguais e todas com os mesmos pensamentos e idéias. Nos diferenciamos uns dos outros em muitas coisas. E uma das questões que mais gera o ódio e a intolerância é a falta de respeito que muitas vezes nascem da nossa incapacidade de aceitar a visão e as escolhas dos outros. Além de ficarmos discutindo doutrinas quando lidamos com pessoas da mesma religião que a nossa. “Mas não entres em questões loucas, genealógias e contendas, e nos debates acerca da lei; porque são coisas inúteis e vãs.” (Tt 3.9).

Nós temos um defeito muito grande quando vamos evangelizar, por exemplo, muitas vezes desrespeitamos a fé dos outros e queremos empurrar de qualquer jeito o que desejamos apresentar. Não temos que ficar discutindo filosofias ou teologias mas sim apresentar a Cristo. Se alguém lhe faz uma pergunta, é excelente expor seu ponto de vista, porém sem esquecer de nunca invadir o direito do outro. Ressalto ainda que é importante ser sensível para compreender que se sua opinião vai ferir alguém ao invés de gerar reflexão, é melhor nem opinar. Até porque não é pelo muito falar mas sim pelo poder do Espírito Santo que convence da justiça, do pecado e do juízo. “E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça e do juízo.” (Jo 16.8).

Temo se o que afirmo aqui parece muito pesado para você, mas não parece que o ser humano tem a mania de ser fazer “intocável e inacessível” quando encontramos um ambiente favorável de convivência? Ou seja, depois que nos enturmamos esquecemos que existem pessoas que precisam de nós e que também precisamos dos outros.

Outro dia estava reparando, quando eu e meus amigos estamos reunidos acabamos por não dar abertura para conhecer novas pessoas. Aplico isso para eu mesma, quantas vezes me peguei convivendo apenas com meu grupinho fechado, amigos de Ministério e me esquecendo de dar atenção a muitos jovens como eu, que sempre estão perto de mim.

É tempo de refletirmos sobre nossas atitudes e nos voltar para o que Deus quer nos ensinar. A unidade da Igreja, do povo de Deus, fará com que não só a nossa vida mude mas que as das pessoas ao nosso redor também sejam transformadas.

Que Deus abençoe a todos!



sexta-feira, 20 de março de 2009

Só para descontrair

Eis O resultado de algumas combinações no mínimo bizarras




























quarta-feira, 4 de março de 2009

Humor Cristão-cybernético




JESUS E O DIABO – O DUELO

Certa vez, o Diabo fez um desafio a Jesus:

- "Aposto como digito muito mais rápido do que você...".

O desafio foi aceito. No dia marcado, Jesus de um lado com um XT 4.77Mhz e o diabo com um Pentium VI/2.7 Ghz, rodando Windows 98, 256Mb de memória. Todos a postos. O diabo estala os dedos enquanto Jesus olha calmamente para o seu oponente.

Inicia-se a competição. Aquele que digitasse mais texto em 30 minutos seria o vencedor.

O Diabo digita de maneira feroz, a uma base de 900 toques/minuto. Do outro lado da sala, Jesus digita usando apenas os dois dedos indicadores, no melhor estilo "Catador de milho em Jerusalém".

A platéia fica, obviamente nervosa com a performance do Messias, e rói as unhas...

Quinze minutos de passam. O diabo já digitou cerca de 10Mb de texto, sem erros, enquanto Jesus ainda está na casa dos 5Kb. Os olhares se tornam mais nervosos.

Vinte e cinco minutos passados. O diabo já anda pela casa dos 20Mb de texto. Jesus anda pelos 8Kb...

Vinte e nove minutos passados. PLUM! Cai a luz...

Desespero geral, pânico, gritaria. Os juízes decidem terminar a competição pelo tamanho final do arquivo.

Tamanho final do arquivo de Jesus: 10Kb. Tamanho final do arquivo de
Belzebu: 0Kb!

- "Mas não pode ser!!!", grita o canhoto. "Isso é roubo!!! roubo!!!". Só eu poderia fazer isso! Grita, reclama mas não adianta. Perde a competição. Jesus volta tranqüilo para o paraíso, com aquele risinho de canto de boca
tão típico.

Moral da história:

"Só Jesus Cristo Salva"

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DEUS NA INFORMÁTICA

"No princípio Deus criou o BIT e o BYTE. E deles criou o WORD. E assim estavam os dois BYTES na WORD; e nada mais existia. E Deus separou o UM do ZERO; e viu que isso era bom. Deus disse: "Que a DATA exista !" e assim aconteceu. E Deus disse: "Que a DATA vá para os seus lugares devidos", e assim aconteceu. E ele criou os disquetes, os discos rígidos e os discos compactos. Disse Deus: "Que apareçam os computadores, e sejam lugar para os disquetes, e para os discos rígidos e para os discos compactos". Então Deus chamou os computadores de HARDWARE. Mas não havia ainda SOFTWARE, então Deus criou os PROGRAMAS; grandes e pequenos... E disse-lhes: "Vão, multipliquem-se e encham a memória". ">Então Deus disse: "Vou criar o PROGRAMADOR, e ele irá fazer novos programas e governará os computadores, programas e a informação". E Deus criou o PROGRAMADOR, e o colocou-o no CPD; E Deus mostrou-lhe a estrutura DOS e disse: "Podes usar todos os diretórios e sub-diretórios mas nunca execute o WINDOWS". Após algum tempo, disse Deus: "Não é bom para o PROGRAMADOR estar só". Ele pegou um osso do corpo do PROGRAMADOR e criou a criatura que iria
olhar para o PROGRAMADOR e admirá-lo, e amar as coisas que ele faz. E Deus chamou a criatura de USUÁRIO. E o PROGRAMADOR e o USUÁRIO foram deixados sob o DOS e eram felizes. Viu Deus que tudo isso era bom. Mas BILL era mais esperto que as outras criaturas de Deus. E BILL disse para o USUÁRIO: "Foi mesmo assim que Deus disse, que não podeis executar nenhum programa?" E o USUÁRIO respondeu: "Deus disse-nos que podíamos executar todos programas existentes, mas nunca executar o WINDOWS, senão morreríamos...E BILL disse ao USUÁRIO: "Como podes falar de algo que nunca experimentaste? No preciso momento que executares o WINDOWS se tornarás igual a Deus. E poderás criar tudo o que quiseres por um simples toque no mouse." E ao PROGRAMADOR BILL disse que os frutos de utilizar o WINDOWS eram maravilhosos e fáceis de utilizar. O USUÁRIO então notou que não era necessário nenhum conhecimento, pois o WINDOWS podia substituí-lo.
Então o USUÁRIO instalou o WINDOWS no seu computador, e disse ao PROGRAMADOR que era bom. O PROGRAMADOR também o instalou. Então abriram-se imediatamente os olhos de ambos e perceberam que estavam sem drivers!!
Quando ouviram a voz de Deus, imediatamente esconderam-se da presença Dele. Mas Deus perguntou: "Ondes estás?"
O PROGRAMADOR respondeu: "Ouvi a tua voz, mas como estava sem drivers, tive medo e me escondi, pois não os encontro no DOS." E Deus disse: "Quem disse que precisavas de novos DRIVERS? Executaste o WINDOWS?
E o PROGRAMADOR respondeu: "O USUÁRIO que me destes como companhia o executou" Ao USUÁRIO Deus disse: "O que é isto que fizeste? Por que executaste o Windows?" "Foi o BILL que me enganou" - disse o USUÁRIO...
Então Deus disse ao Bill: "Por causa do que tu fizeste, serás odiado por todas as criaturas. E o usuário estará sempre zangado contigo. E venderás o WINDOWS para sempre". Ao USUÁRIO disse: "Por causa do que fizeste, do suor do teu rosto comprarás o WINDOWS, mas o mesmo irá desapontar-te e comer toda a tua memória; e terás de usar programas reles, e irás adormecer em cima dos manuais. Multiplicarei sobremodo os sofrimentos da execução de vossos programas e muitas serão as vezes que terás que reinicializar o sistema" E Deus disse ao PROGRAMADOR: "Por causa de teres ouvido o USUÁRIO, nunca serás feliz. Todos os teus programas terão erros e terás de corrigi-los, e corrigi-los até o final dos teus dias". E Deus expulsou-os do CPD e fechou a porta, colonado uma PASSWORD: "GENERAL PROTECTION FAULT" Mas é grande o amor de Deus para com o PROGRAMADOR e o
USUÁRIO, e eis que antes de condenar a ambos DEUS prometeu que em breve lhes enviaria um salvador. E eis que o UNIX veio a terra e mostrou os seus milagres. Rodou programas, executou os backups e reiniciou sem perder os dados. E vendo como o UNIX era bom alguns passaram a utilizá-lo. E tendo a certeza de que o UNIX era o certo, propagaram seus ensinamentos. Mas eis que BILL tentou obscurecer os USUÁRIOS e PROGRAMADORES e disse que o UNIX não era o verdadeiro sistema prometido por DEUS. BILL prometeu aos USUÁRIOS e aos programadores que viria o WINDOWS 2000 e este sim era o verdadeiro sistema, capaz de reconhecer periféricos automaticamente. Assim sendo a todo aquele que aceitar o UNIX em seu MICRO será salvo,e poderá voltar ao CPD no dia do SHUTDOWN final. Mas aquele que se entregar ao WINDOWS 2000, embora ache que está no caminho certo, ficará preso para sempre na tela travada do "O WINDOWS ESTÁ SENDO DESLIGADO" e jamais poderá "DESLIGAR SEU COMPUTADOR COM SEGURANÇA"

terça-feira, 3 de março de 2009

O que estã fazendo com o púlpito da igreja?


Muitas pessoas buscam saciar sua fome espiritual na igreja, mas não encontram nela o Pão da Vida. Encontram muito do homem, pouco de Deus. Muito ritual, pouco pão espiritual. Muito da terra, pouco do céu. Estamos substituindo o Pão do céu por outro alimento. Os pregadores pregam para agradar, e não para desafiar. Dão palha em vez de trigo ao povo - Jr 23.28. Estão pregando saúde e prosperidade, e não sobre a cruz de Cristo. Pregam-se os direitos dos homens, não a soberania de Deus. Prega-se sobre libertação e não sobre arrependimento e conversão. Prega-se um outro evangelho e não o evangelho da graça.

Neste sentido o que vemos hoje é uma Igreja Católica querendo ser evangélica. Uma igreja protestante sem protestos. Uma igreja que se diz reformada, carente de uma urgente reforma. Umas igrejas evangélicas, distanciadas do verdadeiro Evangelho. Uma igreja carismática, com muito carisma e pouco caráter. A igreja gloriosa precisa de santos nos púlpitos e nos bancos. Não de santos beatificados e canonizados depois de mortos, mas de santos vivos, audíveis, visíveis, palpáveis, nos seminários, nas ruas, nas faculdades, no trabalho, na família - exalando o aroma de Cristo! Aleluia! Afinal, você deve estar se perguntado: "O que está acontecendo com esta igreja gloriosa que Paulo falou em Efésios 5.27 ?


A graça transformada em libertinagem.

É Judas, servo de Jesus Cristo e irmão de Tiago, põe a boca no trombone. Leia o versículo 4. Estão torcendo a mensagem da graça de Deus a fim de arranjarem uma desculpa para sua vida imoral. E o pior disso é que isto está acontecendo dentro de muitas igrejas. Leia o versículo 12. Estes intrusos estão adulterando a graça de Deus. Há uma distância enorme entre a graça de Deus e a libertinagem. Graça é a manifestação maior da misericórdia, da compaixão da paciência de Deus. Graça é o próprio Deus agindo graciosamente para conosco. Enquanto a libertinagem é totalmente oposta a isso.


O culto transformado em show.

Não é apenas a mídia que está usando a palavra show para se referir a alguns cultos. Nós mesmos usamos esse termo em nosso meio. Ora, as palavras show e culto não combinam. O dicionário Aurélio define show como espetáculo de teatro, rádio, TV, com grande montagem - que se destina a diversão - atuação de vários artistas de larga popularidade. Culto: adoração/ homenagem à divindade em qualquer forma (religião). A igreja existe não para oferecer entretenimento, melhora de auto-estima, mas sim para adorar a Deus. Se falharmos nisso, a igreja fracassa. Perceba o paradoxo: Convide os jovens de nossas igrejas a um show de música gospel e depois os convide a um congresso de Missões. Veja a diferença de comparecimento em cada lugar.

O tempo destinado à exposição da Palavra em nossas igrejas, está cada vez menor. Há uma cantoria tremenda! Assim como há pão light, geléia light, comidas light, temos hoje também os cultos lights: leve, ligeiro, alegre e jocoso!


Dízimos transformados em dividendos.

A idéia que o dízimo/oferta abrem as comportas do céu, e deixam derramar tanta prosperidade que você não terá onde guardar está tão generalizada que parece não haver saída para este câncer que se instalou na mente dos evangélicos. Há pessoas que dão tudo o que tem na esperança de melhorarem sua vida, de serem bem-sucedidos em seus negócios. Foi, é esta malfadada teologia da prosperidade que criou esta mentalidade mercantilista do dízimo.

Escutem amados: Precisamos mais da prosperidade da Teologia, do que a teologia da prosperidade! Dão não como a viúva que ofertou 2 leptos, pequenas moedas de cobre quase sem valor - uma oferta altruísta, sacrificial. Mas dão para escaparem da falência, de uma doença terminal, de uma separação conjugal. Esta capacidade maligna de transformar a arte de dar em receber está profanando e tornando antipática a palavra dízimo, de origem santa. Isto é totalmente contra o princípio de Jesus ensinou conforme Atos 20.35. O dízimo transformado em dividendos (parte dos lucros líquidos que cabe ao acionista de uma empresa mercantil) inverte os papéis e supervaloriza a obra, em detrimento da graça. Desse modo, Deus assume o papel de devedor e o homem assume o de credor.


Milagres transformados em marketing.

Não há quem precise e não busque a face de Deus para obter livramento frente as difíceis situações da vida: enfermidades, desemprego, morte etc. Devemos buscar a Deus nesses momentos, isso é correto. Agora o que acontece: nós tentamos enquadrar nossas necessidades na lei do mercado. Se há procura, deve haver oferta. Se há problemas difíceis demais, triste demais, complexo demais, então, devem-se ter milagres também.

Então, monta-se uma banca, ou um estande de milagres. O nome de Deus é usado inescrupulosamente. Os milagres não são feitos ao pé do ouvido (como Jesus) sem alarde, sem tocar trombeta: mas de forma sensacional; quanto mais público for, melhor será. Se a igreja não fazia milagres, agora ela tem que fazer, pois caso o contrário perderá seus fiéis e pára de crescer, como a outra está crescendo. Novamente a uma inversão de valores aqui: quando Jesus, o Messias curava, sempre procurava esconder das multidões os prodígios que ele operava. Ele dizia: não conte a ninguém. Então há aqui, uma inversão bíblica, pois enquanto Jesus disse: "Estes sinais acompanharão os que crêem”. Hoje estamos dizendo: os que crêem seguiram estes sinais.


A força moral transformada em força numérica.

A famosa declaração de Jesus em Mt 5.13 de que somos o "sal da terra" mostra o valor da força moral, e não o da força numérica. Por causa da ênfase demasiada nos números, transformamos a conversão em adesão, que são acontecimentos totalmente diferentes, quando se trata da salvação e da vida eterna. Jesus, o Pão da Vida, nunca se empolgou com as multidões que o seguiam! Na verdade ele discernia os corações, e sabia que muitos estavam ali, não por seu ensino e doutrina, mas sim pelos milagres que ele realizava.


Você nunca verá um pregador em uma tribuna dizer: Amados, preguei num Congresso que tinha 20 pessoas. Não! Nunca! Como se Deus estivesse apenas nos grandes ajuntamentos. Quando as multidões quiseram fazer dele um rei, ele se afastou e foi para o monte (Jo 6.15). Que contraste de nossos pregadores. Que amam mais a glória dos homens do que a glória de Deus! Que o Eterno tenha misericórdia de nós, pois queremos ser a igreja gloriosa, sem mácula e irrepreensível. Amém!

Marcelo Oliveira
Clécio Júnior

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Sal fora do Saleiro


“Vós sois o sal da terra; mas se o sal se tornar insípido, com que se há de restaurar-lhe o sabor? Para nada mais presta, senão para ser lançado fora, e ser pisado pelos homens”. Mateus 5.13

Considerações: O que Jesus quis dizer neste texto, acerca da função dos seus discípulos? Quais as funções do sal? Como podemos ser sal? Onde devemos salgar?
Primeiro, o texto nos fala que somos o sal da terra e não da igreja. A igreja é o saleiro, mas é o mundo que precisa ser ‘salgado’ por ela. Por isso, não devemos ser aquelas pessoas que fogem de todos os que não são cristãos, mas aqueles que sabem que é no mundo que exercemos o nosso papel de sal. Questão prática: Quantos amigos não cristãos você tem? Como iremos salgar, se não temos mais contato algum com pessoas não cristãs?
Segundo, para compreendermos o que Jesus quis dizer, devemos compreender quais são as funções do sal. Para que ele serve? R: No contexto palestino, o sal desempenhava três funções: dar sabor e preservar os alimentos e ainda adubar o solo. Vejamos o que isto significa.

Primeira função: O Sal dá sabor aos alimentos. Existem alimentos que até podemos comer sem sal, mas o arroz, o feijão, uma sopa, uma carne assada, precisa muito do sal para ter aquele sabor especial.
O que isto significa para nós hoje: R: Nossa vida deve exercer uma influência tal que as pessoas à nossa volta se apaixonem ainda mais pela vida. Isso acontece se o exemplo que damos incentiva as pessoas a também seguirem este exemplo: quando uma pessoa aprende a perdoar, a amar, a respeitar, a se importar com outros, a dar de si, a servir, então descobrem o melhor sabor da vida: o amor. Mas, se em nossas vidas, não vivemos assim com o mundo, então nosso sal perdeu o sabor.

Segunda função: O sal preserva os alimentos. Hoje podemos guardar alimentos por vários dias na geladeira, sem que estraguem. Mas, na época de Jesus, os judeus tinham que usar o sal para preservar vários alimentos, como a carne de peixe ou o charque hoje. O sal impede que a carne apodreça.
O que isto significa para nós hoje: R: Jesus quis dizer que muitas áreas da sociedade tendem a um apodrecimento. É o pecado, a falta de amor, o egoísmo, os ciúmes e a inveja, a tendência humana que faz apodrecer as coisas. Então, nossa função é influenciar o mundo para que ele não estrague, levar as pessoas a se reconciliarem com Deus, abandonarem o estilo pecaminoso de ser. Nossa vida deve ser também aquela que luta para que o mundo seja mais justo, mais humano. Foi isto que Jesus fez e foi por isso ele morreu: Porque ele defendeu as mulheres, os pobres, os necessitados. Será que existem pessoas que precisam de nossa ajuda? Será que nosso exemplo e nossa ação pode impedir que muitas áreas apodreçam? Um exemplo positivo é o ‘Curso Casados para Sempre”, oferecido pela igreja: ele ajuda para que os casamentos não apodreçam. Mas podemos fazer muito mais, em muitas áreas.

Terceira função: O sal aduba a terra, traz o equilíbrio nos nutrientes do solo para que as sementes possam nascer. Que relação essa função do solo tem a ver com nossas vidas?
R: A semente é a Palavra de Deus e o estilo de vida que Deus quer implantar em nós. Nós podemos ser aquele adubo na vida das pessoas para que elas compreendam melhor a Palavra de Deus e desejem viver como filhos de Deus. Seremos este sal se nossa vida for invejável, no que diz respeito ao amor e à verdade.

O que é ser sal insípido, sem sabor?

R. È ser aquele cristão chato, desonesto, implicante, incompreensível, que mais condena do que ama as pessoas. Que tenta evangelizar só com as palavras, sem exemplo de vida. Quando agimos assim, as pessoas dizem: para ser cristão deste jeito, eu prefiro ficar como estou.
Nossa mensagem só atrairá se nossa vida der sabor ao mundo, se ela impedir o seu apodrecimento, se for um adubo, algo que age na vida das pessoas, permitindo que a semente nasça. Devemos aprender a ser cristãos assim, sem sermos aqueles chatos que todos evitam.

Caminho da vitória


O Caminho da Vitória (Josué 6:1-16)
Introdução
Um dos grandes impedimentos para o sucesso e o êxito de muitas pessoas é a hereditariedade. Freqüentemente, o futuro dos filhos é determinado, como conseqüência das atitudes de seus pais. Do ponto de vista espiritual, acontece à mesma coisa. O discipulado é um processo de reprodução que gera pessoas semelhantes a nós. Precisamos saber, portanto, de que maneira estamos sendo influenciados e conseqüentemente, influenciando as pessoas. Deus deseja para nós uma vida de sucesso, tendo como padrão de excelência, e modelo, Jesus. Um líder de sucesso caminha para a vitória. VEJA DO QUE DEPENDE A NOSSA VITÓRIA:

1) DEPENDE DE TERMOS UMA VISÃO DADA POR DEUS (v. 1-2)
Deus deu a Josué uma visão de vitória - (Josué 1:1-9). A cidade de Jericó personifica a vida de muitas pessoas: uma cidade sitiada. Essa é a situação de uma pessoa que vive sem a revelação de Deus, não tem a visão de Deus. Tem um grande potencial, tem qualidades, talentos, mas estão se debatendo com as suas próprias limitações. Conquistar Canaã era a chave de toda a estratégia de Josué. Porque Jericó bloqueava a entrada dos israelitas na terra que haviam recebido de Deus por promessa. O primeiro passo para a vitória consiste em nossa visão ser aberta para o fato de que há muralhas que impedem nosso acesso ao que Deus tem de melhor para nós.Quais são as muralhas que impedem você de ver como Deus vê?a) Indisposição; b) Incredulidade; c) Medo; d) Deixar de fazer;

2) DEPENDE DA NOSSA POSTURA (v.3)
O trabalho de guerra deve ser feito por soldados. E os soldados são treinados previamente para terem uma postura correta diante do combate. O êxito na conquista dos territórios que Deus quer nos dar vai depender do nosso posicionamento diante do comando que recebermos do Senhor. Não podemos querer colher o sucesso, plantando a passividade. Não podemos querer colher o êxito na visão celular, plantando indisposição. Não podemos lutar por nós mesmos sem considerar a estratégia, o plano de Deus. Devemos ter cuidado para não prejudicarmos o que Deus quer fazer, por causa do que queremos fazer.

3) DEPENDE DE SABERMOS USAR A ARMA CERTA NA HORA CERTA (v. 10)
Parece que a surpresa fazia parte do plano de Deus para a derrubada das muralhas. O segredo era gritar ao comando de Deus.O povo, a princípio, não deveria gritar, a sua voz não deveria ser ouvida e nem palavra sair da sua boca. Os gritos seriam dados no momento certo. Gritar no momento errado serve apenas para identificar nossa posição. Nos tornamos alvos mais fáceis para o nosso inimigo. Cuidado com o que você fala. Não basta ter as armas na mão, é preciso saber usá-las na hora certa. Não podemos usar as armas que temos na hora errada.

4) DEPENDE DA ALIANÇA QUE TEMOS COM DEUS E COM A LIDERANÇA SOBRE NÓS.
Na luta para derrubar as muralhas o processo teria de ser completo:I. Não poderiam faltar homens armados;II. As trombetas não poderiam parar de tocar;Tudo isso teria de ter a cobertura da aliança. Se o processo estiver completo, pode gritar que o Senhor entregará a cidade (v. 16). Do contrário você ficará rouco de tanto gritar e nada vai acontecer. A vitória é para aqueles que tem uma aliança firme com o Senhor Jesus. Quando Deus vê o louvor e as manifestações humanas, sejam quais forem, Ele as observa e busca no meio dos homens armados e dos sacerdotes com trombetas a Arca da Aliança. Sem ela não há benção.Temos que aprender a honrar nossos líderes. A todo custo preserve sua postura de honrar seus líderes e Deus te fará colher o que foi semeado.Precisamos estar cientes da profundidade de uma aliança para podermos cumprir com ela.

Clécio Júnior

A ordem do culto


“ No caso de alguém falar em outra língua, que não sejam mais do que dois ou quando muito três, e isso sucessivamente, e haja quem interprete. Mas não havendo intérprete, fique calado na igreja, falando consigo mesmo ou com Deus.” 1 Coríntios 14:27-28

É tão bom falar em línguas, cair no “ré té té” não é verdade? Vivemos um avivamento muito intenso na igreja, assim como está escrito em Joel 2:28 e Atos 2:17: “Derramarei meu Espírito sobre toda carne ”. Especialmente nas igrejas pentecostais e neo-pentecostais como a Assembléia de Deus, Deus é Amor e outros milhares de “ministérios” como os nomes mais esquisitos que existem, o falar em línguas é quase que uma obrigação. Se você não falar em línguas algo está errado com você, você está em pecado, entre outras coisas.
Costumo dizes que a gente vê hoje em dia, línguas estranhas até para o Espírito Santo. Para aqueles que falam em línguas, faço um questionamento: “Quantas vezes você viu alguém interpretar essa língua estranha que está sendo falada nos cultos?”. Já ouvi pessoas mais antigas falando das maravilhas que Deus revelava à igreja, através da interpretação de línguas, das palavras de exortação, das bençãos que breve iriam acontecer sobre a vida desse e daquele irmão.
Para onde foi isso?
Onde estão as pessoas que interpretam essas línguas? Paulo deixa bem claro que é necessário que haja um intérprete, e na falta do mesmo, a pessoas que fala em línguas deve calar-se. Mas o que vemos é exatamente o contrário. Aquele que fala em línguas fala alto, grita como se Deus fosse surdo e por ai vai.
Se Paulo nos diz que é necessário existir um intérprete para essas línguas estranhas mas isso não acontece, e a pessoa que está falando em “mistério” não se cala, será que essa língua é mesmo vinda do Espírito Santo ou não passa de uma repetição de alguma língua estranha que se ouviu outro falar? Repare como as línguas estranhas faladas em certos cultos, reuniões são extremamente parecidas.
Não estou falando aqui que todos que falam línguas estranhas estão sofrendo um “emocionamento” ao invés de avivamento. Também não quero parecer um sábio, um teólogo cheio de conhecimento.
Só quero que as pessoas reparem como o povo de Deus está padecendo de conhecimento da palavra. Um farisaísmo tão grande tem tomado conta de nosso púlpitos....
Essa é minha opinião, se alguém discorda, paciência..
Fiquemos todos na paz de Deus